Atualidade em Pauta

26/12/2011
Mais um ano chega ao fim e com ele a habitual euforia para a compra de presentes e lembranças de Natal, a corrida aos supermercados e shopping centers, lojas abarrotadas de presentes, luzes e músicas natalinas, comerciais chamativos para seduzir os consumidores.
Sob o sol quente e ar abafado dessa época do ano, jovens, adultos e crianças se movimentam pelos calçadões com os olhares fixos nas mil e uma novidades. Quem mais sofre são as crianças. Umas, muito pequenas, não conseguem acompanhar o ritmo e choram irritadas sob o olhar estressado, impaciente e reprovador do pai ou da mãe. Outras, já maiores, ficam eufóricas para escolherem seus presentes, mas a grande maioria se frustra porque já sabe que não vai ganhar o que gostaria, pois os preços se elevam absurdamente nessa época.
Os compromissos e preparativos para o Natal são tantos que o mês de dezembro parece se encolher. É quase impossível dar conta de tudo e ainda participar das confraternizações que também são a tônica de final de ano.
E o Papai Noel? Ah, esse parece ser a peça principal. Uma figura que se prolifera a cada ano ecoando o seu ho, ho, ho por todo canto, atraindo filas enormes de crianças que querem entregar suas cartinhas e pedidos de presentes e, é claro, ser fotografadas ao lado do bom velhinho.
Essa euforia toda só termina na noite da véspera de Natal, quando chega, finalmente, o momento de abrir os presentes, ficar feliz ou se decepcionar e, depois, se fartar de comida, guloseimas e bebidas.
Que pena que para a grande maioria o Natal seja tudo isso, menos celebrar o nascimento de Jesus! Que pena que a imagem do Menino-Deus na manjedoura, naquela gruta de Belém, sob o olhar amoroso de S. José e de N. Senhora, tenha se perdido ao longo desses dois mil anos! Que pena que o Aniversariante não seja lembrado, e sequer convidado, para a Sua Festa! Que pena que as pessoas se esqueçam que aquele Menino cresceu e deu a vida para salvar a humanidade!
Natal existe porque Jesus nasceu naquela noite! Portanto, Natal é a grande manifestação de Jesus meio de nós e o nosso coração é a manjedoura que ele escolhe para renascer.
Quem sabe um dia essa euforia passe toda a humanidade possa enxergar a estrela e seguir a sua luz para encontrar o Salvador e ele não mais renasça numa estrebaria, mas encontre um lugar quente e aconchegante em cada coração, aberto e dignamente preparado para recebê-lo.
Feliz Natal! Feliz 2012!


Link: edithrodrigues.blogspot.com

Maria Edith Tavares
Rodrigues, natural de
Santo Antônio do Pinhal,
Formada em Letras e
pós graduada em
Língua Inglesa e Tradução

Posso Ajudar? 20/09/2011


Como você tem sido atendido ultimamente? Você tem sido tratado como cliente ou como alguém que “faz um favor” em comprar?
Há alguns anos havia muitas reclamações de atendimento das repartições públicas. Ultimamente as reclamações de mau atendimento englobam todos os segmentos do mercado.
O comércio, então, bate o recorde! Aquele atendimento cortês, o sorriso natural, o cordial bom-dia, boa-tarde, foram substituídos pelo lacônico “posso ajudar?” dito de forma mecânica e desanimadora. Algumas empresas já trazem a famigerada frase estampada nas camisetas ou jalecos dos funcionários, para que o cliente leia e (não) peça ajuda.
Além do mau atendimento, das caras de poucos amigos, da desinformação, os clientes ainda têm que ouvir as conversas paralelas entre funcionários. Cinco minutos dentro de um estabelecimento comercial ou no caixa dos supermercados, são suficientes para que o cliente se inteire de “quem está ficando com quem”, quais foram os “episódios das baladas da noite anterior” e, o mais comum, as fofocas a respeito dos chefes ou colegas de trabalho. Mesmo com tanto investimento em treinamento feito pelas empresas, falta postura profissional, comprometimento, bom senso, companheirismo e respeito para com os colegas e superiores. Até mesmo nos cargos de chefia há carência de competência profissional, sem falar na ética, essa então, quase que extinta!
Coincidência ou não, a chegada dos “analfabetos funcionais” no mercado de trabalho acentuou o mau atendimento. Frutos da aprovação automática, eles não tiveram comprometimento com a escola, portanto, não o têm (e não o terão) com o trabalho.
Não é por acaso que prédios, pontes, viadutos e obras nos metrôs desmoronam. Não é por acaso que pacientes morrem nos hospitais por ingestão de medicamentos em doses maiores ou por terem recebido vaselina em vez de soro. Não é por acaso que membros são amputados desnecessária ou erroneamente e que objetos cirúrgicos são esquecidos dentro dos corpos de pacientes. Quem não sabe somar dois mais dois também não consegue discernir centímetro de milímetro, não faz operações com decimais, não sabe o que significa viscosidade, não sabe calcular porcentagens. Quem mal sabe ler não pode entender ou interpretar o que lê.
E pensar que dentro de pouco tempo esses analfabetos funcionais serão, em número muito maior, os médicos, dentistas, engenheiros, políticos, enfermeiros, nutricionistas, vendedores, construtores, balconistas, garçons, caixas, atendentes em geral, babás...que estarão “cuidando” da população. Que Deus nos ajude!

Maria Edith Tavares Rodrigues

O LIXO NOSSO DE CADA DIA (11/08/2011) 19:28hs

O Meio Ambiente tem vários inimigos que o afetam diretamente e causam
descontroles climáticos. O LIXO é o pior deles!
É muito fácil colocar
“ tudo que não presta” num saco plástico, amarrar a boca,
colocá-lo do lado de fora da casa e, como Pilatos, “lavar as mãos” e passar
adiante a responsabilidade sem se importar com o destino final do lixo.

É exatamente no destino final que começa a nossa consciência. Há sacos de
lixo pelos becos, terrenos baldios, praças, clubes, calçadas... e são “pratos
cheios” para cães e gatos, que rasgam os sacos e deixam à mostra todo o seu

conteúdo. É aí que se vê que nem tudo que se joga fora é lixo. Grande parte é
material reciclável que pode ser reutilizado na fabricação de matéria prima.

Orgânico ou reciclável? SE-PA-RAR o lixo orgânico do reciclável não é tão
difícil assim. É apenas uma questão de hábito.
O lixo orgânico
são os restos de comida, papeis sujos, papel higiênico, cascas
de frutas, legumes, folhagens. Este é o lixo que o caminhão compactador
recolhe e leva para uma usina de compostagem. Lá é transformado em
composto orgânico, ou seja, vira adubo.

O lixo reciclável são os papéis limpos: de embrulho, rascunhos, jornais,
revistas, folhas de caderno, formulários de computador, listas telefônicas,
caixas de papelão, embalagem longa-vida; vidros: (mesmo quebrados),
garrafas, potes de molho, de condimentos, de produtos alimentícios,
frascos de medicamentos, copos, etc.; metal:
latas de refrigerante e cerveja, latas de produtos alimentícios,

panelas, parafusos, etc.; plásticos: embalagens de produtos de limpeza, de
refrigerantes, sorvete, margarina, água mineral, xampu, desodorante, sacos
plásticos, brinquedos quebrados, copinhos de iogurte, copos descartáveis, etc.

As embalagens longa-vida e as de produtos de limpeza ou de alimento, frascos
de perfume, xampu, condicionador e desodorante, devem ser lavadas antes de
serem enviadas para a coleta seletiva, para evitar a contaminação.

Quem tem horta em casa deve aproveitar cascas de frutas, verduras, legumes,
ovos, e folhagens como adubo orgânico. Basta fazer um buraco

no canteiro, colocar tudo e cobrir com terra. A cada três ou quatro dias
revolver a terra. As verduras agradecem e a Natureza também!

Lixo é assunto sério! Ele entope bueiros e impede a vazão da água causando
enchentes e muitas tragédias, além de atrair ratos e insetos que transmitem
doenças.

Viver no país da modernidade, da tecnologia e dos descartáveis é muito bom,
porém, tudo aquilo que facilita muito o dia-a-dia também exige cuidados,
conscientização, cooperação e bom senso.

O lixo de uma cidade revela quem são seus habitantes. Pobres ou ricos, todos
geram lixo. Se-pa-rar o reciclável significa poupar recursos naturais esgotáveis,
economizar energia, reduzir a poluição e assegurar a saúde das futuras
gerações.

Não se acomode! Comece já a se-pa-ra-ção do lixo. Ajude a manter limpa a
sua cidade. E quando você estiver em outra cidade, a passeio
ou a trabalho, não mude o seu comportamento. JOGUE LIXO NO LIXO!




Maria Edith Tavares Rodrigues

 
   
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