O que fazer no feriado em Santo Antonio do Pinhal

Venha curtir o friozinho em boa companhia, começando por uma velha conhecida dos paulistanos, a Serra da Mantiqueira Santo Antônio do Pinhal, é uma cidade com pouco mais de seis mil habitantes, cortada por várias estradinhas de terra.

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Santo Antonio surpreende e também oferece atrações aos turistas. Além do clima fresco, da paisagem montanhosa, das inúmeras pousadas charmosas, o município é tipicamente interiorano e conta com uma preciosidade, a Estação Ferroviária Eugênio Lefévre, de 1919, onde pode-se fazer um passeio de trem, num percurso de 14 quilômetros, até Campos do Jordão. Um dos pontos turísticos mais procurados é o Pico Agudo, com vista da Serra da Mantiqueira e do Vale do Paraíba, ponto de partida dos praticantes de voo livre, que deixam o céu colorido.

 

Como se não bastasse, Santo Antonio do Pinhal ainda tem um roteiro diferenciado, o “Caminho das Artes”, opção para quem gosta de artesanato de qualidade. O roteiro turístico foi elaborado pelos próprios artistas que vivem no local, com o objetivo de divulgar a arte. Não é por acaso que vários artistas renomados se instalaram na cidade. No “Caminho das Artes” os artesãos facilitam o acesso as suas obras abrindo os ateliês a visitação. O turista pode comprar ou encomendar peças exclusivas em cerâmica, joias, móveis, arte em madeira e tecido, além de velas, produtos de banho, chás e temperos.

 

Desse roteiro turístico faz parte o artista Leonardo Bueno (www.leonardobueno.com) que transforma madeira descartada em incríveis peças de arte e design. Bueno já participou de exposições no mundo inteiro, como Viena, Paris, Budapeste, Londres, Milão e Madri. O ateliê de Morito Ebine (www.moritoebine.com) também está no roteiro. Ele é mestre na confecção de móveis de encaixe e segue as técnicas da tradicional marcenaria japonesa. As peças são duráveis e têm design criativo. Outro artista, André Marx (www.andremarx.com.br), utiliza também a madeira como matéria prima, tem um estilo próprio e seus móveis são confeccionados em madeiras amazônicas, provenientes de manejo sustentável ou demolição.

 

Outro ateliê que não pode deixar de ser visitado é do premiado artista Eduardo Miguel (www.eduardomiguelpardo.com) que utiliza madeira descartada como lixo e a transforma em verdadeiras obras de arte. Gravetos, sementes, bambu, restos da construção civil ganham formas belíssimas nas mãos de Eduardo que foi premiado no Japão, Itália e Noruega. Já quem procura peças em cerâmica deve visitar o Jardins de Barro Cerâmica (www.jardinsdebarro.com.br). A paulista Nancy Barros transformou a chácara de final de semana na sua casa definitiva em Santo Antônio do Pinhal. Lá também montou o ateliê onde trabalha com criações exclusivas, produzidas uma a uma e queimadas em alta temperatura.

 

A artesã Sylvia Garner também desenvolve peças exclusivas de cerâmica de alta temperatura para cozinha e decoração, e joias em prata. A Cerâmica Dejulis também faz parte do Caminho das Artes. O artista Dejulis utiliza uma milenar técnica japonesa, conhecida como Raku, dando as peças uma esmaltação bem diferenciada. No “Caminho das Artes” o turista ainda encontra a Pharmacia de Quintal com produtos elaborados artesanalmente com ervas e flores; a Casa da Mata que, literalmente, fica no meio da mata e vende shiitake e outros produtos artesanais como chutneys, geleias e antepastos; a História em Retalhos com trabalhos em patchwork; a Arte Madeira e Memória, onde peças e móveis antigos são restaurados e transformados.

 

Há opção de compras também na Fazenda Renópolis (www.renopolis.com.br) que, além de vender produtos artesanais feitos com material da fazenda, como palha de milho e sementes, tem uma casa de chá onde o turista pode escolher entre mais de 40 tipos para acompanhar os bolos e tortas vendidos por lá. Já a Prata d”lua vende peças produzidas em prata, cobre e latão com pedras semipreciosas. Todas com design exclusivo. E, finalmente, quem aprecia velas não pode deixar de passar na Oficina das Artes Santo Antonio do Pinhal, onde o turista encontra velas e luminárias artesanais produzidas com madeira, bambu e flores secas.

 

O mapa com a localização de todos os ateliês pode ser retirado no Centro de Informação Turística, que fica logo na entrada de Santo Antônio do Pinhal, e na Associação Comercial (Acasap) localizada na Praça do Artesão.

 

A qualidade e a boa comida faz a diferença entre tantos restaurantes que a cidade possui. Venha fazer um voo duplo e sentir esta emoção no Pico Agudo um dos pontos mais belos da mantiqueira.

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